Quem sou
Sou feita de escuta, silêncio e palavras.
Minha prática clínica é atravessada por uma ética da presença, em que o sintoma é escutado como linguagem e o corpo é reconhecido como território de histórias que, muitas vezes, ainda não puderam ser ditas.
Acredito no cuidado como construção de bordas: aquelas que acolhem sem invadir e que contêm sem prender.
O meu trabalho convida à autoria e não à perfeição, mas ao gesto de existir com mais liberdade do que antes.
Você não precisa chegar aqui com tudo resolvido.
Nem saber explicar direito o que está sentindo.
Às vezes é só um peso que não passa.
Uma sensação de que algo não está certo.
Ou o cansaço de sempre voltar para o mesmo lugar.
Isso já é motivo suficiente.
"Ser escutado é, para o sujeito, o início de um renascimento." — Françoise Dolto